terça-feira, 20 de abril de 2010

Blog

Tem gente que entra na nossa vida e tudo o que mais queremos é falar com ela tudo o que passa conosco, simplesmente pq sabemos que aquela pessoa vai compartilhar daquilo com vc.

Meus pais e minha irmã, por exemplo, sei que eles realmente ficam felizes com as minhas conquistas mesmo no meio das minhas doideiras...

Quando eu era mais nova, eu não tinha a noção de que tudo acaba um dia. Não tinha noção da transição que ocorre toda hora, de como as coisas mudam o tempo todo.

Gostar de falar pra alguém (sem ser família) de algo muito bom que esteja acontecendo já aconteceu algumas vezes e todas as vezes foram com pessoas que me relacionei afetivamente.

Atualmente, ninguém, ninguém mesmo. A transição aconteceu. Triste parece, né? Agora eu voltei a ter relações afetivas com esse blog que nada mais é do que a relação que tinha com minha antiga agenda que escrevia tudo o que sentia. Aqui, o falar é pra mim! Eu tenho um encontro comigo. E ter um encontro consigo não é nada fácil. Vc não tem como esconder o que te aflige, as suas fragilidades, suas limitações e às vezes até sabe o certo a fazer, mas não confia muito no próprio conselho.

Espero em breve parar de escrever no blog e ter alguém pra contar, pra amar.

Superficialidade

Conheço tanta gente superficialmente. Acredito não ser por culpa minha. Eu quase nunca converso algo ou penso em algo de forma superficial.

Estou pronta pra mostrar pra qualquer um todas as minhas facetas, as boas e as ruins. Mas eu vejo tanta gente que simplesmente não quer. Tem preguiça alheia. Devem pensar: Ah, se eu precisar dessa pessoa ela estará a 2 cliques. Elas não tem tempo pra isso, não estão afim, acredito que não queiram se "comprometer" com as coisas boas e ruins do outro.

O que será que acontece? Pq falamos sobre o tempo, sobre futebol, sobre a novela, sobre o BBB, sobre as saídas, mas não falamos de sonhos, de sentimentos, de ideias novas?

Eu tenho um palpite. Acho que não queremos nos comprometer, temos tantos problemas que achamos que as coisas ruins que outra pessoa pode trazer, podem ocupar o tempo que não temos já agora antes de conhecê-la. Pena, perdemos uma grande chance de descobrir outros mundos que nem havíamos imaginado antes...

Divagação (1)

Tem gente que eu gosto tanto, mas tanto, que eu largaria tudo pra ajudar, pra dar um força, uma mão.

Eu nasci pra isso, nasci pra falar ou fazer algo que faça com que alguém se torne melhor do que é.

Às vezes me sinto incompetente nessa empreitada. Não consigo dar atenção aos amigos, não escuto. Sinto que só penso no meu umbigo. Sei que tenho que cuidar de mim pra ajudar outros, mas o me ajudar está demorando tanto e está sendo tão difícil.

Chego a conclusão que tenho que conviver com os dois modos de ajuda. A mim e aos outros. A vida é isso...eterno vai e vem, altos e baixos, temos que entrar no caminho, virar uma rua, voltar, enfrentar tempestades, sol escaldante e ir até onde dá...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Filhos

Acordei hoje com choro de criança. Um choro tão triste dizendo: Mãe, não vá trabalhar!
Repetindo isso várias vezes. Imagino o coração dessa mãe como deve ter ficado.

Nessas horas penso estar no caminho certo. Quero muito ter filhos, quero continuar trabalhando, mas quero ter flexibilidade suficiente pra ficar com os filhos quando precisar e quiser.

Vejo amigas que sofrem tanto com isso. Se sentem culpadas por deixar os filhos com a babá.

Se é pra ter filhos, quero criá-los. Quero conversar e ler com eles. Quero levá-los ao museu, jogar vídeo game, viajar, ir na praia, na piscina. Inspirá-los!

Para que quando se tornarem adultos possam inspirar outros seres.

domingo, 11 de abril de 2010

Amizade, amor

Já contei a história dessa amizade pra algumas pessoas, algumas disseram que daria um livro, mas não é exatamente da história que quero falar e sim das entrelinhas. Dizem que num bom livro os maiores segredos estão nelas...

Você já leu revista de filosofia em pé na calçada na hora do almoço? Eu e ele já!

Ficou sentado em um canteiro na esquina da rua ao lado de um mendigo falando sobre assuntos completamente aleatórios só pra não ir embora? Eu e ele já!

Já ligou uma noite pra alguém confuso por não saber se deveria seguir mais o caminho material ou o espiritual? É, nós já.

Passou 5 horas conversando sem tirar os olhos quase em tempo integral do outro, rindo, chorando, lamentando em um bar barulhento? Já, já!

Você já pensou em planos com alguém simplesmente pra melhorar o mundo? Ai, ai...

Passou, sei lá, mais de 1 ano almoçando com uma pessoa todos os dias, sendo que se o almoço não fosse com ela, parece que não tinha engolido nem um caroço de feijão?

Em quase 4 anos de amizade, milhões de entrelinhas existem. Algumas perfeitamente entendíveis e outras escritas com um lápis fora da validade.

Nós agora não editamos mais o mesmo livro. Editamos o nosso livro individual, nossa autobiografia. Não sei como acabou o livro, nem conseguimos publicá-lo, algo aconteceu, dizem que foi o MEDO do sucesso...

Só sei que agora escrevo muito ainda, sobre outras amizades, mas bem menos do que se fosse com o meu melhor amigo ever. E sabe de uma coisa? Eu preferiria trabalhar o dobro, o triplo, só pra escrever o último capítulo.

Ricky

Ele apareceu na aula um dia, um menino, cara de menino mesmo, moreno, olhos claros, cabelo espetado e gelado. As mãos, os braços, o rosto, tudo que eu poderia sentir: gelados. Ele dizia que era frio, mas eu desconfiava que era nervoso, sei lá, achava estranho.

Ele era diferente, mas tinha uma coisa em comum comigo, ele sentia a música, ele deixava a música entrar nos seus ouvidos, bater no seu coração e espalhar pelo resto do corpo. E isso fazia com que não houvesse par melhor que ele. Imbatível!

Eu disse que era um menino? Como pode um menino fugir às "regras" que a sociedade impõe e resolver fazer o que gosta todos os dias o dia inteiro? Sendo que fazer o que gosta está bem fora dos padrões? Não, acho que me enganei, não era um menino...

E não é! Pequenas atitudes mostraram que é um homem, atitudes que muito marmanjo não teria nem com 60 anos de idade...

Admirável! Gentil! Educado! Engraçado! Bem-humorado! E o principal: Realizado e realizando!

Com isso, me sinto menos culpada e feliz de mais uma pessoa especial ter aparecido na minha vida pra deixar um sambinha bom, um novo passo de samba e principalmente de ter entrado na minha roda improvisada de gafieira.

Ele chegou às 14 de uma terça chuvosa. Eu disse que era gelado? Acho que era o ar-condicionado mesmo...

sábado, 10 de abril de 2010

Irmã

Eu não consigo imaginar a vida de filho único. Ter irmão é quase uma necessidade. Quem não tem não deve ter ideia do que é ter e do quanto é bom.

Minha irmã se mudou pra outra cidade. Ficou um vazio, alguns nem devem imaginar mesmo tendo irmão. Nem morávamos mais na mesma casa. E mesmo podendo falar com ela a todo momento pelo telefone, sei lá, não supria aquele vazio.

Essa semana as coisas melhoraram e ela conseguiu instalar finalmente a internet na casa dela. Senti um certo alívio pois sabia que ela estava a um clique de distância.

Esse sábado passei o dia falando com ela e foi o dia mais feliz desde que ela se foi...

É, acho que é isso aí: ligação - telefone, conexão - internet, amor - irmã.

Amor

Vivo me perguntando sobre o que é o amor. Talvez me pergunte pra justificar sentimentos que tenho. Fico pensando também, mas se eu me pergunto, é porque não sei o que é ou não estou vivendo ele, só imagino o que seria.

O fato é que sinto um monte de coisa e acho que isso é normal.

Sinto amor, carinho, admiração, medo, ansiedade, inveja, saudade, carência...

Agora o danado do amor está acima de todas essas outras. O amor mantém o carinho e a admiração, afasta o medo, a ansiedade, a inveja. O amor não deixa com saudade, somente o suficiente para que o reencontro tenha mais emoção. E a carência? Essa com o amor, nem existe...Isso, eu imagino.

Na prática, estou sentindo todos os itens da lista, depois do amor, claro...

Riscos

Eu estava cansada daquela vida, anos daquele jeito. Acordava, trabalhava, estressava, pegava trânsito, chegava em casa, assistia TV, dormia, acordava, trabalhava, estressava etc. Lembro que escrevi em uma agenda: Quero correr riscos! E queria mesmo, e isso se refletia nas viagens que sempre fiz, ir para o desconhecido...

Até que um belo dia resolvi mudar, não em um belo dia, foi todo um processo...Alguns bons estímulos mentais que tive em 2009.

Resolvi largar aquela vida, pensei só o seguinte: A hora é agora e não existe hora melhor.

Tomei aquele fôlego e resolvi abrir uma empresa. E como todas as escolhas da vida que possuem vantagens e desvantagens.

Vou começar com uma desvantagem. Cara, eu definitivamente sinto falta de gente, de conversar, de trocar ideia, de ir no café e bater um papo, de virar pra trás e sacanear alguém ou ser sacaneada. Essa semana, por exemplo, só conversei com 3 pessoas fisicamente, o resto tudo online ou telefone. E essa falta foi uma coisa que eu realmente não previa...

As vantagens são muitas. Faço meu horário. Liberdade de não trabalhar a tarde pra ir no cinema e compensar de noite. Eu não sinto que eu trabalho. Parece que é tudo a mesma coisa, diversão, descanso e trabalho...

Posso mudar minha rotina...hoje mesmo, resolvi que queria mudar tudo de lugar no quarto e mudei. Como diz Carpinejar: Faxina é quando a gente se muda para a mesma casa.

Os riscos que assumi mudaram completamente minha vida. Foi a terceira maior mudança da minha vida, mas essa está sendo punk...


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Certeza

Estou quieta, adormecida do sentimento que me arrebatou esses últimos anos. Feliz por conseguir a tal liberdade que achava ser o melhor pra mim. Até que o twitter me fez forçosamente lembrar de uma frase que marcou:

"Certeza é quando a ideia cansa de procurar e para" de Adriana Falcão

Em segundos lembrei de alguns momentos:

- O almoço que disse isso pra Ele.
- Um outro almoço que Ele me fez repetir a frase.
- E o post-it amarelo pregado na parede do quarto dele com essa frase.

Quantas mil ideias temos na cabeça? Quantas ideias tivemos nesses últimos anos? Quantas ficaram só na teoria? Todas!

Essa frase veio somente pra dizer que na verdade não temos certeza de nada. Simplesmente chega uma hora que temos que parar e tomar uma atitude.

Agir! Viver!