domingo, 11 de abril de 2010

Ricky

Ele apareceu na aula um dia, um menino, cara de menino mesmo, moreno, olhos claros, cabelo espetado e gelado. As mãos, os braços, o rosto, tudo que eu poderia sentir: gelados. Ele dizia que era frio, mas eu desconfiava que era nervoso, sei lá, achava estranho.

Ele era diferente, mas tinha uma coisa em comum comigo, ele sentia a música, ele deixava a música entrar nos seus ouvidos, bater no seu coração e espalhar pelo resto do corpo. E isso fazia com que não houvesse par melhor que ele. Imbatível!

Eu disse que era um menino? Como pode um menino fugir às "regras" que a sociedade impõe e resolver fazer o que gosta todos os dias o dia inteiro? Sendo que fazer o que gosta está bem fora dos padrões? Não, acho que me enganei, não era um menino...

E não é! Pequenas atitudes mostraram que é um homem, atitudes que muito marmanjo não teria nem com 60 anos de idade...

Admirável! Gentil! Educado! Engraçado! Bem-humorado! E o principal: Realizado e realizando!

Com isso, me sinto menos culpada e feliz de mais uma pessoa especial ter aparecido na minha vida pra deixar um sambinha bom, um novo passo de samba e principalmente de ter entrado na minha roda improvisada de gafieira.

Ele chegou às 14 de uma terça chuvosa. Eu disse que era gelado? Acho que era o ar-condicionado mesmo...

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